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[RELATÓRIO] – INSIGHTS E TENDÊNCIAS DE MÍDIA DIGITAL ÀS VÉSPERAS DA BLACK FRIDAY

O isolamento social provocado pela pandemia impulsionou uma forte digitalização da vida e, consequentemente, mudou a maneira como as pessoas consomem. Embora a próxima edição on-line da Black Friday seja a mais promissora da história para o comercio eletrônico, as marcas precisam levar em conta que o público de hoje não pretende se endividar, além de estar com a atenção voltada para determinados segmentos. Portanto, além da alta concorrência, os varejistas devem se deparar com um consumidor mais consciente e informado. Para ajudar as empresas na identificação das melhores oportunidades, nós na Zygon quantificamos as pessoas que estarão online e  com a intenção de fechar uma compra nos próximos dias.

“As marcas vão encarar uma altíssima concorrência pela visibilidade on-line. Calculamos que, em média, cada usuário interessado na Black Friday será impactado pelo menos 60 vezes por dia por anúncios entregues por meio de mídia programática”, revela Lucas Reis, CEO da Zygon. Especialista em marketing digital, ele explica que para conseguir chamar atenção num ambiente ultracompetitivo, as empresas terão que entregar alta relevância de anúncios, segmentação efetiva, frequência otimizada e visibilidade ampliada. Além disso, a tendência é que o CPM (custo por mil visualizações de um anúncio) esteja mais baixo para aqueles veiculados em dispositivos móveis, com a previsão de que o preço de publicidade fique maior entre as 10 da manhã e as 14 horas.

Produtos em alta

Os produtos que devem ser os campeões de vendas são os smartphones. O levantamento da Zygon estima mais de 9,5 milhões de consumidores têm a intenção de comprar um celular nos próximos dias. A busca por celulares inteligentes é, no momento, 83% maior do que um ano atrás, embora esteja 23% abaixo do pico registrado maio de 2020. Entretanto, o recente lançamento de novos modelos e a chegada das compras de final de ano, deve reforçar a tendência de crescimento, já que a maior parte desse público já possui o aparelho e busca por um novo modelo. Cerca de 93% destas pessoas usam celulares Android e mais da metade não tende a fazer compras a crédito. Em 94% das circunstâncias sairá mais caro anunciar para esse público em desktops do que em celulares.

Embora o mercado esteja consciente que o maior tempo em casa está fazendo com que o brasileiro se interesse mais em tornar seu lar agradável, impressionantes cerca 8,3 milhões de pessoas pretendem fazer compras ligadas a materiais de construção, reforma ou decoração nesse final de ano. Mais da metade destas pessoas tem entre 35 e 59 anos de idade, sendo que 63% são identificadas como do sexo feminino. Para esse segmento, o período mais concorrido é o vespertino: há mais anunciantes que pagam mais caro para aparecer neste momento.

Outro interesse do consumidor que chama a atenção é setor de turismo. Surpreendentemente, mesmo com a pandemia em curso, as pessoas parecem estar sonhando com uma viagem. Ao todo, mais de 2,9 milhões de brasileiros pretendem viajar. O segmento mais beneficiado, por conta o dólar alto e as fronteiras fechadas, é o dos destinos nacionais. A busca por passagens está, hoje, 173% maior que no mês de abril, auge do isolamento, em sua maior parcela, por locais no Brasil. Há uma peculiaridade: mais de 70% destes consumidores estão nas classes C e D e entre as 18 e as 23 horas, está mais barato anunciar.

Mais setores do varejo serão contemplados pelo recente e renovado comportamento de consumo: por volta de 1,3 milhão de pessoas está interessada em itens esportivos. Por conta da flexibilização do isolamento social e a proximidade do verão, o volume de buscas ligadas a esportes é hoje 174% superior ao momento mais baixo do ano, em maio. Já os produtos voltados aos cuidados dos animais de estimação estão na cabeça de um milhão de pessoas, sendo que o volume de buscas relacionadas ao tema cresceu 83% em um ano, somando 239 mil buscas no mês de outubro.

Por sua experiência em soluções de mídia programática, análise de dados para compreensão de públicos-alvo, a Zygon conseguiu levantar estes insights e tendências. Os dados foram coletados a partir informações não identificáveis – ou anonimizadas-, compartilhadas pelos Data Providers comportamentais Navegg, Tail e Serasa Experian, dentro da cadeia de programática. Eles ainda foram cruzados com dados demográficos da Verizon Media e Nielsen, por meio da ferramenta de Big Data Omniscope. Os histórico de buscas têm como fonte o buscador Google no Brasil.

VEJA O RELATÓRIO COMPLETO:

Relatório sobre tendências de mídia programática para varejo offile e ecommerce na Black Friday 2020.

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Business intelligence Data driven Marketing Digital

Como montar um painel de marketing digital de uma forma fácil

Muitas vezes, construir um painel de marketing consome tanto tempo que alguns profissionais deixam em segundo plano ou criam versões básicas, que comprometem as análises.

Para resolver isso, desenvolvemos a metodologia Data eZ. A ideia é oferecer uma experiência mais fácil com os dados de marketing digital, cuidando desde a sua extração, limpeza e carregamento (o chamado ETL), até a sua visualização, análise e direcionamento de ações.

Para exemplificar o quão fácil pode ser esse processo, gravamos o vídeo abaixo. Nele, em menos de 10 minutos montamos um painel com diferentes análises úteis para quem atua com marketing. Vale assistir.

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Data driven Jornada do consumidor Marketing Digital Mídia programática

4 táticas de mídia programática para vender mais na Black Friday

A Black Friday já é uma das maiores datas de vendas do varejo no Brasil. Em 2020, espera-se um crescimento acima de 70% nas vendas. Um levantamento nosso mostra que há 21 milhões de brasileiros interessados nas ofertas da Black Friday. Mas se, por um lado, há mais clientes interessados, por outro há, também, mais concorrentes.

Várias lojas on e offline, de diferentes segmentos, anunciam suas ofertas na internet para gerar vendas. O aumento da concorrência pode aumentar custos e diminuir a rentabilidade dessa data. Para evitar isso, você pode usar algumas táticas simples em suas campanhas de mídia programática para tornar seus anúncios mais eficientes. 

São elas: 

1) GEOLOCALIZAÇÃO anuncie pra quem está perto da loja
Se você tem uma loja física, direcione suas ofertas para usuários que estiverem nos arredores do seu ponto de venda. Além disso, anuncie para quem está próximo da loja da concorrência, tentando atrair esse público para você. Nesse caso, destaque um diferencial, como um produto com um preço muito baixo ou uma condição de pagamento facilitada. Assim, alguém que está perto do concorrente, pode preferir ir até você.

2) INTENÇÃO DE COMPRA anuncie pra quem está perto de fechar a compra

Nas plataformas de mídia programática, você consegue segmentar apenas pessoas que estão com alta intenção de comprar um produto. Normalmente, acaba sendo um pouco mais caro impactar esse público, mas vale a pena, pois você tende a fazer mais vendas. Interessante diferenciar intenção de interesse: alguém pode ter interesse em notebooks (pois acompanha lançamentos, por exemplo), mas não ter intenção de comprar um novo. Na Black Friday, priorize segmentar por intenção de compra, exibindo no anúncio sempre o produto relacionado à intenção do usuário (se ele(a) quer comprar um notebook, seu anúncio deve apresentar a oferta de um notebook).

3) ANÚNCIOS DINÂMICOS o anúncio certo, pra pessoa certa

É natural que sua loja tenha muitas ofertas e que você tenha dúvidas sobre quais anunciar. Por isso, use as ferramentas de anúncios dinâmicos nas plataformas de mídia programática. Com ela, você faz com que cada peça seja montada automaticamente. Além disso, você pode criar personalizações. Por exemplo, se um usuário está interessado em celulares, e você vende celular, seu anúncio exibirá automaticamente suas ofertas de celulares. Essa personalização tende a aumentar as suas vendas na Black Friday, já que poderá exibir mais ofertas, mantendo adequação ao interesse do público.

4) RETARGETING anuncie mais pra quem já teve contato contigo

Se um usuário já acessou a página de um produto, ele tem mais chance de comprá-lo em sua loja. Entretanto, mais de 90% dos usuários não compram na primeira visita. Por isso, o retargeting é importante. Essa tática consiste em exibir mais anúncios para quem acabou de acessar seu site. Você deve usá-lo intensamente e de forma inteligente. Primeiro, definindo um período curto para sua lista de retargeting, como 2 dias ou, até, poucas horas. Você precisa aproveitar o momento em que o usuário está com seu produto na cabeça. Além disso, você deve montar essa lista com base no comportamento do usuário: se ele visitou só a home, tem menos chance de comprar. Se viu a página de produto, a chance é maior. Se colocou no carrinho, maior ainda. Caso tenha chegado a página de checkout, a chance é extremamente alta. Por isso, o ideal é ter, ao menos, uma lista de retargeting para cada comportamento desse.

Essas 4 táticas simples de mídia programática devem aumentar muito as suas vendas durante a Black Friday, além de gerar uma boa experiência ao usuário, ao receber ofertas mais relevante, no momento adequado.

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Business intelligence Data driven Marketing Digital

3 regras de UX para painéis de marketing incríveis

É fundamental que analistas de BI criem painéis que sejam fáceis de usar, além de agradáveis aos usuários. Afinal, o cerne do data-driven marketing orientado por dados é, justamente, a possibilidade de tomar decisões mais assertivas a partir dos dados. Para isso, é fundamental criarmos dashboards que permitam análises rápidas.

A criação de um painel de marketing deve seguir algumas regras de experiência do usuário (UX). Isso tornará mais fácil para o seu público entender os dados e seu ponto de vista. Se fizermos assim, nosso público-alvo (os usuários dos painéis) terá uma opinião melhor sobre o valor que o BI fornece ao marketing.

Mais do que nunca existem ferramentas de visualização de dados que permite que criemos dashboards de marketing que vão muito além das restrições das células da planilha. Realmente não deve haver desculpas para um painel mal elaborado.


Para descobrir exatamente como a experiência do usuário pode ser aplicada a um painel de BI para marketing, esta postagem explorará três regras de UX descritas por Jon Yablonski e interpretará como essas leis podem ser aplicadas para melhorar a usabilidade de um dashboard. Algumas leis afetam o design visual, enquanto outras afetam a funcionalidade e a estrutura.

  1. Regra de Fitts
    ‘O tempo para chegar a um objetivo é uma função da distância e do tamanho do alvo’

Essa lei é bastante direta, pois quanto mais próximo e maior um elemento, mais fácil é indentificá-lo.

Implicação para um dashboard de marketing: Posicione suas observações principais em uma área proeminente da interface do usuário. Leve em consideração os padrões de leitura típicos que revelam onde e em que ordem seu conteúdo será visto. Seu painel pode mostrar métricas acordadas nesta área ou ao longo das principais linhas de foco.

Estrutura de um painel de marketing seguindo regras de UX

O exemplo abaixo foi projetado com um padrão Z em mente. O foco do usuário começa no ponto 1 e zigue-zagueia pela página.

O título e o intervalo de datas devem ser os primeiros itens a serem vistos em sua página. Colocar um item importante após essas duas informações importantes é ideal para qualquer destaque que você deseja enfatizar.

  1. Regra de Jakob
    ‘Os usuários gastam seu tempo em outras interfaces. Isso significa que os usuários preferem que sua interface funcione da mesma maneira que todas as outras interfaces que já conhecem “

Embora a criatividade seja importante, um certo grau de familiaridade precisa permanecer. Não seja muito radical com o design. O progresso é constante.

Implicação um painel de marketing: se você já está no setor há tempo suficiente, deve estar familiarizado com a aparência de outros relatórios de marketing. Caso contrário, vá para a Galeria de relatórios de ferramentas como Data Studio, Power BI e Tableau.

Como consequência, seu relatório deve seguir aproximadamente as mesmas linhas. Esses são pontos comuns nos relatórios de BI:

Modelo de cabeçalho de um painel de marketing

1 – Seletor de período localizado no canto superior direito do painel 2-O logotipo ficou no canto superior esquerdo
3- Filtros / controles selecionáveis ​​no cabeçalho

Você pode criar familiaridade em seu relatório criando um cabeçalho padrão, usado em todos.

3. Regra de Miller
‘A pessoa média pode manter apenas 7 (mais ou menos 2) itens em sua memória de trabalho’

Implicação para um painel de marketing digital: com a funcionalidade de soltar e arrastar de várias ferramentas de BI, é tentador compilar todos os seus gráficos e tabelas em uma página. No entanto, dividir seu relatório em mais de um quadro, cada um com tópicos individuais (ou seja, dados demográficos, campanhas, conteúdo) tornará mais fácil para você agrupar e divulgar sua análise.

Muitas vezes é dito que os usuários não vão querer rolar. Na verdade, é bem comum que o primeiro ato do o usuário seja rolar uma tela para mover-se por uma interface e perceber o que mais lhe interessa. A tentação de vasculhar o conteúdo para encontrar a próxima grande novidade é o que torna o Twitter e o Facebook comparáveis ​​a uma adição.

Para deixar claro que seu relatório de marketing digital tem mais de uma página, crie uma ancoragem, uma espécie de índice da interface. É melhor que ele fique na ‘Esquerda’ da tela, como uma opção de posição de navegação no Layout e na barra lateral do tema.

Exemplo de painel de marketing com navegação

Aplicando essas regras simples aos seus painéis de marketing digital, você tornará a experiência dos usuários mais agradáveis, diminuindo a chance de fadiga ao realizar análises, acelerando a identificação de insights e tornando mais tangível o valor que o BI através da visualização de dados por gerar para a área de marketing.

Se quiser saber como podemos ajudar a sua área de BI, clique aqui e fale a gente pelo whatsapp.

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LGPD Marketing Digital tecnologia

Os 5 passos para seguir a LGPD no marketing digital

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em agosto de 2018, entrou em vigor recentemente no Brasil e muitas pessoas ainda não sabem como ficar em compliance com essa lei, principalmente os profissionais de marketing que utilizam a tecnologia para coletar dados comportamentais posteriormente revertido em estratégia de comunicação. 

Nesse contexto Flávia Silva, sócia Fundadora da LAGUARDIANS – Compliance & Ethics  Solutions, Administradora de Empresas, preparou um guia simples para a implementação de LGPD seguindo os seguintes passos:

1. CONSCIENTIZAÇÃO – O conhecimento sobre os conceitos, requisitos e impactos da Lei Geral de Proteção de Dados é fundamental para o sucesso da implantação e cumprimento da lei nas rotinas organizacionais.

2. PLANEJAMENTO – Reunião inicial para definir o escopo do projeto de adequação, do encarregado da empresa e dos profissionais que irão compor o comitê de implantação da LGPD.

3. MAPEAMENTO – Esta etapa envolve o mapeamento de dados, análise de maturidade da organização, avaliação de documentos e dos processos da segurança da informação. 

4. ADEQUAÇÃO – Para estar em conformidade com a LGPD, é necessário definir novos conceitos, processos, políticas, procedimentos, cláusulas contratuais, além de estabelecer métodos de controle.

5. CAPACITAÇÃO – É chegada a hora de capacitar todos da organização por meio de treinamento com a finalidade de consolidar os parâmetros que vão promover a segurança de dados pessoais. 

Esse é um guia simples para que entenda os princípios básicos que regem essa lei. Ainda terão novas regra vindas da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, o órgão responsável por implementar e fiscalizar o cumprimento da LGPD em território nacional, porém é importante que entenda a LGPD como uma norma que fixa preceitos gerais, com princípios a serem seguidos para que aplique no seu negócio.

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Data driven Marketing Digital tecnologia

Cientista de dados: a Profissão mais Sexy do Mundo

Há alguns anos publiquei “o discreto charme dos estatísticos”, um breve texto que exaltava, em abril de 2017, a importância do uso intensivo de dados na comunicação. Sou daquele tipo que nunca relê o que escreve, nem assiste aos próprios vídeos que grava. Confesso esse hábito, mesmo que deixe transparecer certo desleixo, já que pilotei um programa de entrevistas sobre comunicação empresarial por cinco anos na TV. Não lembro de ter assistido a mais de 30 segundos de nenhum dos meus próprios programas. Contra este padrão de comportamento, reli na semana passada o “o discreto charme”.

Desta vez, até que gostei do que havia escrito e decidi, então, praticamente republicar o antigo texto com pequenas atualizações, pois o assunto anda quente, na ordem do dia. O fato é que a frase de Thomas Davenport, “o cientista de dados é a profissão mais sexy do século XXI”, continua valendo. Talvez mais do que nunca. O autor do célebre “A Ecologia da Informação” de 1997, papa quando o assunto é análise de dados e gestão do conhecimento, este sim, merece ser lido e relido.

Cientistas de dados, os antigos estatísticos só que muito mais bem equipados, usam seus conhecimentos e habilidades para analisar e correlacionar informações em bases de dados e delas extrair insights para alegria dos clientes, sejam eles um banco, um grupo de pesquisa científica, ou uma agência de comunicação.

Dentre as suas competências estão a análise de dados, a gestão das bases de dados – atividade que inclui o cuidado com a coleta, a organização, classificação e qualificação das informações – o domínio de softwares especialistas, o desenvolvimento de modelos estatísticos e de algoritmos capazes de interpretar correlações e também aprender, além de grande capacidade para comunicar suas descobertas. 

Um dos campeões deste mundo foi o médico sueco Hans Rosling, falecido precocemente no início de 2017, aos 68 anos. Dentre muitas contribuições, sua forma de demonstrar análises sofisticadas de modo lúdico e simples se tornaram fonte de inspiração para cientistas e amantes da informação em todo o mundo. Suas apresentações no TED explicam de forma sucinta e prática o que faz um cientista de dados, no seu melhor.

A forte demanda por cientistas de dados entre 2012 e 2017 – o número de empregos de cientista de dados no LinkedIn aumentou mais de 650% no período (KDnuggets, 2018) – tem sido reduzida pela intensificação dos investimentos em Machine Learning e Inteligência Artificial, uma vez que o uso de grandes bases de dados de forma bem estruturada e sistemática tem possibilitado a automação das interpretações. Esta automação resulta em disparo de alertas, seleção de casos excepcionais, predições que ajudam alinhamento de estoques ou intensificação de investimentos específicos, e análises inteligentes dos resultados de campanhas empreendidas por AdTechs. Entre 2017 e 2019 o crescimento foi bem menor, na ordem de 30% (KDnuggets, 2020).

Por outro lado, o déficit de profissionais com melhor qualificação, combinado a alta demanda por habilidades em ciência de dados, significam que a contratação e a manutenção de equipes se tornam ainda mais difíceis para pequenas e médias empresas. Estas não conseguirão oferecer salário competitivos. A solução deve vir da qualificação das agências de comunicação – MarTechs, AdTechs, CommTechs – com maior domínio em tecnologias e capacidade de escalar a oferta de serviços para as menores.

O Gartner prevê que a falta geral de recursos de ciência de dados resultará em um número crescente de desenvolvedores envolvidos na criação e gerenciamento de modelos de aprendizado de máquina (Survey Gartner CIO, 2019). Os números não mentem. A receita de anúncios do Google ultrapassa 134 bilhões de dólares, sendo que somente o Youtube contribui com 15 bilhões. O Facebook tem dois bilhões de usuários que lhe garantem quase dois bilhões de dólares de faturamento em anúncios programáticos, um dólar para cada usuário. Mais de 50% das empresas afirmam que as mídias sociais são importantes para seus negócios. Por sua vez, a Amazon fatura cerca de 300 bilhões de dólares em vendas.

E o que faz um cientista de dados nos departamentos de comunicação, nas novas agências de publicidade e, crescentemente, nas agências de relações públicas? No mundo digital, onde bilhões de transações de todos os tipos são registradas todos os dias, este profissional realiza o mais antigo e valioso sonho de qualquer comunicador: compreender a jornada do cliente, descobri os melhores canais, em cada localidade, ou qual a mídia mais eficiente. 

As ferramentas de análise de dados estão cada mais eficientes e completas. As organizações que criaram seus grupos de inteligência de dados, ou aquelas que estabeleceram parcerias com agências de comunicação de base tecnológica, têm tomado a dianteira e se distanciado das concorrentes com muita rapidez. Mais do que nunca, é hora de valorizar o discreto charme dos estatísticos.