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Pesquisa da Zygon mostra que 80% dos posts antivacinas no Brasil usam argumentos ideológicos

Aplicando técnicas de Big Social Data Analytics, realizamos um estudo que analisou 13.4 milhões de tweets e 103.3 milhões de interações, durante 121 dias entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021, buscando entender o movimento antivacinas no Brasil.

A pesquisa foi consolidada no relatório abaixo, sob coordenação de nosso CEO, Lucas Reis, que também é PhD em Big Data aplicado à Comunicação. Como resume Lucas, o principal achado do estudo é que a maior parte das publicações contra a vacinação tem fundo ideológico “o que mostra que a principal motivação das pessoas que se opõem às vacinas nada tem a ver com as vacinas em si, mas sim com posicionamentos políticos sobre elas”.

No período analisado, foram identificados três grandes picos de menções. Foram eles:

1. 19.10.2020, provocado pelo cancelamento da compra da Coronavac pelo Governo Federal. Neste dia, o volume de tweets foi 465% maior que a média dos dias anteriores.

2. 17.12.2020, no dia do julgamento do plenário do STF sobre a constitucionalidade da exigência da vacinação.

3. 10.01.2021, dia da aprovação do uso emergencial de duas vacinas pela Anvisa e primeira vacinação de um brasileiro contra covid-19, gerando um volume 533% maior de menções que a média do período.

No geral, percebeu-se que assuntos como a eficácia das vacinas, o tempo de desenvolvimento delas ou seus efeitos colaterais aparecem de forma bastante pontual no debate.

Por outro lado, personagens políticos aparecem de forma recorrente. Por exemplo, as menções a Bolsonaro e a Dória são 10x mais comuns que aquelas a instituições como a Anvisa e o STF.

Dentre as vacinas, a Coronavac é a mais citada. De todas as vezes em que aparecem nomes de vacinas, 82,6% das menções se referem à Coronavac – ou ao Butantan -, enquanto a Sputnik, por exemplo, aparece em apenas 0,5% das mensagens.

Ao longo do tempo, percebeu-se que a Caronavac deixou de ser tratada como “a vacina chinesa” e passou a ser entendida como “a vacina do Butantan”, o que diminuiu a resistência ao antígeno. Da mesma forma, as falas do presidente Bolsonaro pro-vacinação geram impacto no movimento antivacinas online: quando o presidente se coloca a favor das vacinas, menos pessoas se engajam em defender a não vacinação.

LEIA O RELATÓRIO COMPLETO:

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